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Archive for julho \31\UTC 2010

Desvendando o Blender (Parte 2)

2.1 Interface
A interface do Blender é dividida em três partes: Painel de preferências, Buttons window e 3D View.

Quando abrimos o programa, aparece um objeto que existe na configuração-padrão, que é um cubo, mas se você deseja que seja outro é só criar o objeto (o que será tratado logo mais a frente), de sua preferência e pressionar as teclas CTRL+U e pronto está salva a nova configuração no seu Blender!
Esse método também é muito bom para você, que ao modelar seus objetos e fechar o programa ao reabri-lo da próxima vez possa continuar o trabalho do ponto em que parou.
Podemos também fazer novas divisões nas janelas, através de um menu especial que aparece quando arrastamos o mouse sobre as bordas de uma janela, esperando até que o cursor fique como uma seta de duplo sentido e quando isso acontecer pressione o botão direito, que o menu aparecerá.           Escolha a opção Split Area arraste novamente o mouse para fazer a divisão no local desejado.

Essas divisões nos auxiliam a trabalhar com vários tipos de janelas ao mesmo tempo, dando assim, melhores condições na hora de modelagem e/ou animação dos objetos. Existem vários tipos de janelas com funções específicas, que serão mostradas a cada novo post.

Obs.: Quando você escolhe a opção Split Área, a principio será dada a opção de fazer a divisão na vertical, mas, se o seu desejo é fazer a divisão na horizontal é só depois que escolher a opção de divisão da janela, pressionar a tecla de atalho tab e a linha que faz a divisão se tornará horizontal.
Para fazer a união destas mesmas janelas, utilizamos o mesmo menu de divisão, mas desta ta vez escolhemos a opção Join Areas, sendo que a união será feita sempre com a janela ativa(a janela que foi dado o ultimo clique com o mouse).

Atenção! A união só será possível de ser feita se as janelas tiverem a mesma altura ou largura!

Dica: Criar divisões na interface do Blender, é muito útil em alguns casos. O motivo é que podemos a cada janela, escolher um modo de visão diferente para cada uma.

2.2 Navegação
Para facilitar a navegação no Blender no espaço 3D; são usados alguns atalhos no teclado e o mouse como referência.
Quando a opção da janela 3D View estiver ativa, esses atalhos podem ser acionados, principalmente o do teclado numérico.

Obs.: Lembre-se que, para usar a maioria desses atalhos a janela ativa deve ser a 3D View. Se você estiver usando o Blender 2.46 em um laptop, poderá simular o teclado numérico arrastando o mouse à divisão superior entre o 3D View e o menu de preferências do usuário.Também é possível alterar o tipo de janela para User Preferences
Assim, as teclas do teclado numérico são simuladas pelas teclas de 1 a 0 do teclado alfanumérico.


2.3 Propriedade de Visualisação (View Properties)

As propriedades de visualização de 3D View estão disponíveis em um menu que para acessá-lo basta ir em View > View Properties.

Neste menu podemos determinar se queremos ou não que a grade seja exibida e configurar qual o espaçamento entre suas linhas, podendo também fazer alterações nas propriedades de visualização, por exemplo do ângulo de abertura e os limites de visualização.
2.4 Modo de exibição dos objetos (Draw Type)
Existem várias opções de visualização dos objetos em 3D usando a ferramenta Draw Type.
Dica: É em alguns casos é interessante ver os objetos no modo Wireframe ou Shaded.
Atalhos no teclado:
Z -> Wireframe/Solid
SHIFT + Z -> Wireframe/Shaded

2.5 Cursor 3D
Caso você não tenha percebido, o Cursor 3D é aquele pequeno alvo que aparece no 3D View e ele é um objeto muito importante no Blender, pois ele determina o local onde os objetos serão criados.

É possível interagirmos com o cursor, se usarmos a opção Snap que é acessado pelas teclas SHIFT +S.

Opções do menu e suas especificações:
selection > Grid: O objeto selecionado é alinhando a grade(Grid) do Blender;
Selection > Cursor: O objeto selecionado é alinhado com a posição do Cursor 3D. Onde o objeto é deslocado até que seu centro fique na mesma posição do cursor;
Selection > Center: Nesta opção podemos centralizar vários objetos selecionados todos no mesmo ponto, onde o ponto usado será o central do último objeto selecionado;
Cursor > Grid: O cursor 3D é aliando com as linhas da grade;
Cursor > selection: O cursor 3D é alinhado com o objeto selecionado ou, então, no ponto mediano entre vários objetos selecionados;
Cursor > Active: Quando selecionamos mais de um objeto, um deles sempre é o objeto ativo (que no caso é sempre o último objeto que foi selecionado) e com essa opção o cursor 3D será alinhado no ponto mediano do objeto ativo de uma seleção múltipla.

2.6 Camadas (Layers)
No Blender podemos dividir e organizar nossas cenas usando camadas (Layers), que estão localizadas no Header da 3D View. As camadas são muito úteis quando precisamos ocultar objetos que não estão sendo usados em um dado momento na cena, quando uma camada está desligada os objetos que estão armazenados nela ficarão ocultos.
Existem duas maneiras de você ligar ou desligar uma camada, sendo elas: usando as teclas de 1 a 0 do teclado alfanumérico ou clicando nos botões como mostra a figura a seguir;

Para mudar um objeto de uma camada, usamos a tecla M no Object Mode, escolher qual a camada desejada e clicar no botão OK.
Obs.: As camadas também podem ser usadas para fazer animações, mas isto será visto melhor em um post mais a frente, quando abordarmos o assunto de animação.
2.7 Cenas (Scenes)
Nossos projetos no Blender poder ser divididos em cenas; deixando melhor organizado o trabalho de criação e animação. O seletor de cenas está localizado na parte superior da interface como mostra a figura a seguir;

Empty: Uma nova cena vazia;
Link Objects: Uma nova cena baseada na cena existente. Nesta opção, os objetos têm um link para suas respectivas cópias em outra cena. Assim, se fizermos modificações em uma cena, estas serão repetidas nas demais.
Link ObData: Uma nova cena é criada baseada na cena existente. Aqui os objetos têm um link para as propriedades dos objetos. Podemos fazer alterações na posição, notação e escala dos objetos de maneira independente. No entanto, se alterarmos os materiais, vértices e outras propriedades dos objetos, o efeito será refletido em todas as cenas;
Full Copy: Aqui faremos uma nova cena independente da cena original, mas que contém todos os seus objetos e informações.
2.8 Como salvar arquivos no Blender
Para salvar arquivos no Blender, usamos o menu File > Save As… ou usando a tecla F2, onde uma janela aparecerá, determine o nome do arquivo e pressione o botão Save File.

Atenção! Não apague a extensão do arquivo .blend, pois é nela que os arquivos do Blender são salvos.
Obs.: Se você quiser criar uma pasta nesta janela, é só digitar o nome da mesma e o Blender irá criá-la no local escolhido. Para voltar à pasta anterior, pressione o botão P ou use a tecla P.

2.9 Painéis (Panels)
E para finalizar a nossa análise da interface do Blender, vejamos como funciona o sistema de painéis, já que a partir dos próximos posts utilizaremos com mais frequência.
Existem várias ferramentas e opções de distribuídas em painéis que podem ser acessadas pelos ícones ou pelo menu Panels.

Cada painel é dividido de forma a agrupar ferramentas, onde temos a seguinte divisão:
Logic: Opções para a parte de animação interativa do Blender e a criação de jogos;
Script: Opções para configurações de script, os quais serão abordados com mais detalhes em um próximo post;
Shading: Aqui temos opções relacionadas à luz e a sombra. Como são muitas as opções, este painel foi dividido em vários subpainéis;
Lamp: Opções de iluminação. Todas as opções relativas à configuração de luzes estão disponíveis neste painel;
Material: Opções para configurações de material. Aqui podemos configurar cores e propriedades, como reflexão dos objetos;
Texture: Neste painel é possível configurar texturas, que poder complementar a configuração dos materiais para dar realismo às superfícies;
Radiosity: Configuração para radiosidade no Render;
World: Opções relacionadas ao ambiente, como cor de fundo e outros efeitos;
Object: Opções gerais relacionadas ao objeto, como orientação e modos de representação. Além disso, temos aqui os efeitos que podemos usar nos objetos, como partículas Soft Body;
Editing: Opções relacionadas à edição das propriedades dos objetos, desde o nome até o formato;
Scene: Opções relacionadas a animação e ao Render, que foram divididas em três painéis:
Render: Opções de renderização, como formato e resuloção;
Animation: Opções de animação, como tempo e duração das animações;
Sound: Opções relacionadas ao áudio da animação.

Autora: Lais Farias, estudante de SI na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Referência: BRITO,Alan. “Blender 3D: Guia do Usuário”, 3ª EDIÇÂO. Editora Novatec. Publicado em outubro de 2008 em São Paulo,SP.

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Desvendando o Blender (parte 1)

Introdução ao Blender


Blender, o que é isso???

Meus queridos leitores, Blender é um software de modelagem e animação 3D de código aberto, ou seja, você não precisa pagar para usar essa ferramenta!

Ela está sob a licença GNU/GPL  que permite que qualquer pessoa tenha acesso ao código-fonte do programa para que possa fazer melhorias, contanto de depois de feitas as modificações seja disponibilizado a comunidade.

E, para os que se interessam por games, o Blender também nos permite criar jogos sem programação e realizar pós-produção de animações com um editor  de vídeo que já vem integrado ao sistema.

Contando um pouco da história do Blender

Tudo começou em 1995, onde em um estúdio de animação holandês ( NeoGeo) decidiu-se criar uma nova  ferramenta de modelagem e animação e essa mesma empresa mesmo tendo um rápido crescimento em 2000 não durou muito tempo.

Mas, no ano 2001 foi lançado o Blender Publisher que era voltado pro mercado da internet 3D interativa, mas devido ao fraco desempenho comercial e as dificuldades do mercado naquela época (pois é, naquela época essa  ferramenta era paga!) levou a parar o desenvolvimento do Blender.

E então para alegria geral da nação de modelagem e animação,  em 2002 foi criada a Fundação Blender , sem fins lucrativos e de código aberto visando dar a comunidade  que já conhecia a ferramenta a oportunidade de continuarem o desenvolvimento deste software e realizando neste mesmo ano também uma campanha chamada “Blender Livre”, que arrecadou doações para que a fundação conseguisse adquirir os direitos sobre o código-fonte e propriedade intelectual.

Ainda no ano de 2002, a mesma fundação conseguiu lançar o Blender com o código-aberto sob a licença GNU(General Public License), e continua sendo assim até o presente momento; desenvolvida como um projeto  com a colaboração da comunidade de usuários e sob o mesmo princípio.

Requisitos do Blender

Se você quer começar a utilizar esta ferramenta recomenda-se a seguinte configuração mínima:

  • Processador: 300 MHz ou superior;
  • RAM: 128 20 MB ou superior;
  • HD: 20 MB de espaço disponível;
  • Mouse com três botões;
  • Monitor que suporte 1.024 x 768 de resolução;
  • Com 16 bits de cor;
  • Placa de vídeo que suporte OpenGL com, no mínimo, 16 MB.

Como instalar o Blender em seu PC

  1. Entre no site da Fundação Blender (WWW.blender.org ), e vá para a seção de downloads;
  2. Em seguida escolha a versão referente ao sistema operacional que está usando;
  3. Se você fez o download de uma versão que esteja compactada do Blender (arquivo que tem a extensão “.rar”) será necessário descompactar esse arquivo para uma pasta em seu computador;
  4. Dentro da pasta está localizado o arquivo executável do Blender, execute-o para que o mesmo seja iniciado;

Obs.: Há a opção de você; futuro usuário deste software! Fazer o download do instalador, para a plataforma desejada, Windows que basta seguir as instruções do mesmo.

Pronto, o Blender já pode ser explorado!!!

Autora: Lais Farias, estudante de SI na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Referência: BRITO,Alan. “Blender 3D: Guia do Usuário”, 3ª EDIÇÂO. Editora Novatec. Publicado em outubro de 2008 em São Paulo,SP.

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